segunda-feira, 3 de março de 2008

obaluaye


OBALUAYE/OMOLU


É o orixá que controla a vida e a morte , tendo assim o poder dado por Olorum de curar o homem, trazendo assim a vida ao mesmo e também tendo o poder de tirar a vida do mesmo, quando necessário , é considerado o caridoso médico dos pobres . É também representado pela colheita.
Seu domínio é o universo da doença, tanto a sua causa quanto a sua cura. É um Orixá da cultura Gegê.Esse grandioso é tão venerado Orixá está ligado diretamente aos três princípios básicos do candomble. Que são o branco, que é a cor da luz, cor do esperma, o princípio básico da vida o inicío de tudo. O vermelho que é a força a energia transformadora e energética do fogo , do poder do calor e também do aquecimento. O preto, que é a representação da sombra do desconhecido, do mágico, do oculto e da magia é o atrativo para o não visível.Existem algumas formas deste Orixá , existem as formas guerreiras e as não guerreiras de idades diferentes, mas todas podem ser resumidas pelas duas configurações básicas do jovem e do velho. Independente de sua forma esse Orixá está sempre pronto para castigar os que não o respeitam,não permitindo assim que como Orixá o tratem como trataram enquanto pessoa.Esse Orixá é também considerado na Nação Keto , como rei do mundo e da terra. Dentro das religiões Afro, como um dos mais respeitados e louvados até mesmo outros Orixás. Fazem-lhe reverencias.Esse orixá assim como seus filhos é um Orixá completamente cercado de mistérios e dogmas indevasaveis.A festa anual de oferendas de comidas chama-se (olubajé) no decorrer da qual lhe são apresentados pratos de abérem , milho cozido enrolado em folhas de bananeira, carne de bode, galos e pipocas. Segunda-feira é o dia consagrado a ele. As proibições alimentares das pessoas dedicadas a Obaluaye são carne de carneiro, peixe de água doce de pele lisa,caranguejos
, banana prata, jacas, melões, abóboras e frutos de plantas trepadeiras. O arquétipo de Obaluaye é o das pessoas com tendências masoquistas, que gostam de exibir seus sofrimentos , e as tristezas das quais tiram uma satisfação íntima.Pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida lhes corre tranqüila.Podem atingir situações materiais invejáveis e rejeitar , um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários.
Pessoas que em certos casos sentem-se capazes de se consagrar ao bem estar dos outros , fazendo completa , abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.
Orixá andrógino é ele que recolhe as águas que caem na terra e leva ao céu
Seu nome significa “rei” dos espíritos do mundo material.Deus do mistério, obaluae também chamado de Omulu Xapana, inspira medo e respeito.Seu rosto se oculta sobre uma vestimenta de palha da costa,material usado em ritos fúnebres da África.Senhor da doença e da cura pode tirar a vida ou restitui-la filho de Oxalá e Nana está associado a São lazaro e São Roque.
Obaluaie Rei dono da terra. Omulu Filho do Senhor, Sapata Dono da terra , são os nomes dados a Sánpónna ( um titulo ligado a grande calor do sol – tamnbém é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas , é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos.Outra corrente os define como Obaluiae : Oba-ilu;aiye, Rei dono ,senhor da vida, na terra, Omulu Omo-ilu Rei dono senhor da vida
Sua dança o Opanijé (cuja tradição é ; ele mata qualquer um e come) como um ser doente onde mostra suas feridas, o céu e a terra , sua lenda , em outras danças, dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.
Sua arma emblema é o Xaxara Sasara, espécie de cetro feito de mão , feito de nervuras da palha do dendezeiro,enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como varre as doenças, impurezase males sobrenaturais.Esta representação nos mostra sua ligação a terra, ao tronco e ramo das arvores, transporta assim o Axé preto, vermelho e branco.Está relacionado com o axé preto terra contido no segredo do ventre fecundado e com os espíritos contidos na terra.
Suas contas como Omolu são vermelho, preto e branco, como Obaluaye o preto e o branco, como Xapana , o preto e o vermelho.Também usa o lagidiba, seu colar ritual feito dos pequenos discos pretos de chifres de búfalo cortado em rodelinhas, é usado para proteger de doenças e tem uma conotação de grau hierárquico . Faz muito uso dos cauris (búzios ) em seu braja (colar de búzios) e nos paramentos. Em uma região é ligado a riqueza e patrono dos cauris e conjunto de 16 buzios + 1 da leitura esotérica erindilogun
Na Nigéria os Owo Erindilogun adoram Obaluaie e usa,, no punho esquerdo uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó
Sua saudação é Atoto quer dizer Silencio escutai , hora da devoção
Sua vestimenta é feita de ikó , é uma fibra de ráfia extraída do Igi Ogóró, a palha da costa elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.É composta de duas partes o Filá e o Axé , a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, O Axé , seu asó-iko(roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros , acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokoto, espécie de calça, também chamado cauçulu, em que oculta o mistério da morte e do renascimento,Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com iko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte
Sua festa anual é o Olubajé Olu aquele que come, ba – aceita, jé, comer ou ainda aquele que come) são feitas oferendas e são servidas suas comidas Seus filhos devidamente incorporados e paramentados oferecem as mesmas aos convidados /assistentes desta festa em folhas de bananeiras ou mamona.Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, de nação para nação , carneiro ,peixe de rio, e de couro , caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido como filho de Nana , no Brasil , sua origem, forma , nome e culto na África é bastante variado, de acordo com região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obaluaie /Xapana em Tapá (nupê) chegando ao território
Mahi ao norte do Daomé, Sapata é sua versão fon trazido pelos nagôs . Em alguns lugares se misturam em outros são
Deuses distintos , confundido até com Nana Buruku, Omulu em Keto e Abeokutá
Seu parentesco com Oxumaré e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e Adja Popo segundo os outros), onde pode se ver uma lança (Oko Omolu) cravada na terra , esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostas, também em fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (omulu) , Dan (oxumare) e seu filho Loko (iroko)

IROKO


IROKO

Poderosa arvore da floresta, em cujos galhos se abrigam divindades e ancestrais.poderosa arvore da floresta, ao pés da
Qual são depositadas as oferendas para as Yamim Aje.
Poderosa arvore da floresta , cujas raízes alcançam o orum ancestral e o tronco majestoso serve como apoio ao próprio Olofim. Iroko e participe do culto ancestral feito as arvores sagradas (Iroko, Apaoka, Akoko, etc). No Brasil é considerado o protetor de todas as arvores sendo associado particularmente a gameleira branca. Seu culto está intimamente associado ao de Osssaim, A divindade das folhas litrurgicas e medicinais. É o orixá da floresta das arvores do espaço aberto, por extensão governa o tempo em seus múltiplos aspectos., função que o equipara a Airá (divindade da famil´[ia de Sango).
É cultuado pelas nações de origem dahomeana (Mina-Gege. Gege Mahi co o nomede Loko e pelos Banto sudaneses pelo nome de Zaratempo ( a divindade Tempo da Nação de angola).É referido como orixá do grande pano branco que envolve o mundo numa alusão clara as nuvens do céu. As arvores nas quais Iroko é cultuado normalmente são de grande porte, são enfeitados com grandes laços de pano alvo (oja funfun) e ao pé dessas arvores são colocadas suas oferendas, notadamente nas casas de origem Ketu onde recebe lugar de destaque jamais uma dessas arvores pode ser derrubada sem trazer séria consequências para a comunidade. No culto aos voduns Loko ocupa lugar destacado comparado somente a Lisa (osala) e dan (Osumare). Iroko é invocado em questões difíceis tais como desaparecimento de pessoas ou problemas de saúde, inclusive a mental.
Seus filhos são ativos e generosos robustos, na constituçao extremamente atentos a tudo que ocorre a sua volta. Seu dia de culto é Ojo Isegun juntamente com todos os Orixás ligado as matas e Terra
IROKO SENHOR DAS FLORESTAS

Iroko é uma aparição muito rara nos Candomblés. Os segredos de seu culto vão desaparecendo à medida que morrem os sacerdotes mais antigos.
Este Orixá só não desaparece definitivamente porque vive na mais suntuosa arvore que pode haver em terreiro de Candomblé: o pé de Iroko
Iroko é a arvore símbolo do Candomblé .Dizem que não cresce no Brasil, mas isso não é verdade. Na Bahia, e até mesmo em São Paulo ( não com a mesma grandiosidade), pode-se ver essa árvore.Contudo, o mais importante é o significado que a arvore desperta do que o vegetal propriamente dito.Sendo assim, qualquer árvore não leitosa com mais de 100 anos pode ser considerada Iroko,pois toda árvore de grande porte serve de morada aos ancestrais, tornando-se um elo fundamental entre a terra , o chão , e o ar, portanto, são sempre sagradas.
O Orixá Iroko é um dos filhos de Nana Buruku,irmão ,portanto de obaluaie e oxumare.É também chamado de Roko ou Loko, sendo esse nome mais usual nos cultos de procedência jeje-mina e jeje-mahi.
O poder desse orixá foi sentido no tempo da escravidão , como comprova uma de suas historias recentes, que foi testemunhada e divadamente registrada, ratificando a força da árvore sagrada da qual é proprietário.
O Iroko, como qualquer arvore outra árvore, jamais deve ser cortado.Só o tempo pode derrubar Iroko.Um senhor de engenho, certa vez, ordenou a um de seus escravos que cortasse o Iroko, que derrubasse a árvore.Sabendo do poder do Orixá, o escravo recusou-se a fazer o serviço, preferindo o castigo de duzentos açoites a ofender Iroko.Um outro escravo tomou o machado e foi executar a tarefa.No primeiro golpe, caiu morto.Ninguém mais ousou tocar naquela arvore.
A floresta é a morada de Iroko, Um orixá do mato como Oxossi e Ossaim , mas é também a morada dos ancestrais e Iroko é o guardião da ancestralidade.Todas as árvores centenárias, grandiosas,podem ser consideradas Iroko.A palavra Iroko é o mesmo que floresta, mas não se refere propriamente ao espaço físico , ao chão, mas as arvores e a seres que habitam a mata, ou seja, remete ao espaço mágico, pois vários povos consideram a floresta como a morada dos espíritos.
Iroko representa a floresta de arvores centenárias, a morada de todos os ancestrais.É guardião das grandes arvores, de raízes firmes, de estrutura sólida , que resistem as variações do tempo, assistem ao passatempo das gerações primevas e aguardam a chegada das futuras gerações.

sábado, 1 de março de 2008

ossayin


Òsonyín
Aspectos Gerais
· DIA: Quinta-feira.
· DATA: 5 de outubro.
· METAL: Estanho.
· CORES: Verde e branco.
· COMIDAS: Fumo, mel, milho vermelho, espigas regadas com mel.
· SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).
· ELEMENTOS: Floresta e plantam selvagens (terra).
· REGIÃO DA ÁFRICA: Iraó.
· PEDRA: Esmeralda.
· FOLHAS: Peregun, são-gonçalinho, garobinha-mas toda as folhas são de Ossaim.
· ODU QUE REGE: Iká.
· DOMÍNIOS: Medicina e liturgia através das folhas.
· SAUDAÇÃO: Ewé ó!

Origem e História
Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam seu poder, sua força.
Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem sua presença, nenhuma cerimônia pode se realizar, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde da folhas.
As folhas de Ossaim veiculam o axé oculto, pois o verde é uma das qualidades do preto. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas, que representam o procriado. O sangue das folhas é uma das forças mais poderosas, que traz em si o poder do que nasce e do que advém.
É preciso esclarecer que o sangue (ejé) é um elemento essencial no Candomblé. Três são os tipos de sangue: o vermelho, dos animais, do azeite-de-dendê, do mel; o preto (verde), do sumo das folhas, e o branco, do sêmen, do vinho de palma, da água.
As folhas constituem o fundamento inicial do Candomblé. Antes de passar por qualquer ritual, o neófito tomará o banho de ervas (amassi) que o purificará e será sua primeira consagração dentro do culto. É com o amassi que se lavam os colares, os objetos rituais do ibá, a cabeça, a alma e o corpo dos iniciados. É sobre as folhas sagradas de ossaim que repousará o iaô em sua consagração ao orixá. É com as folhas que os animais consentem o sacrifício. Ossaim é, portanto, a primeira consagração no Candomblé: primeira e constante, pois a folha faz parte do dia-a-dia dos adeptos do Candomblé; Ossaim é imprescindível à religião, aos orixás e aos iniciados.
Todas as folhas possuem poder, mas algumas têm finalidades específicas e não servem para o banho ritual. Nem todas as folhas servem para os ritos do Candomblé. Nos banhos de amassi, por exemplo, devem ser utilizadas folha não-leitosas que não queimem; outras, como o Oju-orô, devem passar por uma preparação especial antes de ser utilizadas nos banhos. Em outros termos, existem folhas que podem ser usadas nos rituais e folhas que não podem; outras devem passar por ritos especiais, algumas folhas não servem para o banho. Enfim, as folhas possuem inúmeras utilidades dentro e fora do Candomblé, mas é preciso que o sacerdote saiba utilizá-las de maneira correta.
Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que conseqüências desastrosas não atinjam os seres humanos.
A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.
Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.
De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflete, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn - mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas - e os Babalawó - sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.
Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima à fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão jeje assimilado pelos nagô, como Nana, Omolu, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia ioruba. Contudo, é evidente que entre os jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.Uma confusão latente se refere ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.
Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra

oxosse


Oxosse ; o rei das matas

Oxosse como os demais orixás é uma divindade, que tem sua vibração de energia própria.
É também considerado e tido, como o rei da Nação Ketu,é o deus dos caçadores.
É basicamente cultuado no Ketu, onde chegou a receber o título de rei do Ketu.
Para os seguidores das religiões Afro, e também para os yorubanos, essa divindade é de grande importância e destaque, pois ele torna as caças fartas,n garantindo assim abundante alimentação.
Oxosse, protege tanto o homem que mata os animais como os próprios animais, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimentos pára outros seres . Protege também os antagonismos, o caçador e a caça, pois são seres do mesmo espaço :a floresta.Por essa razão Oxosse nunca aprova a matança pura e simples. Para essa divindade a morte dos animais deve garantir a comida para os humanos e os rituais para os deuses, sendo um sim,bolo de resistência a caça predatória. Por tanto sendo como é o protetor dos animais, não admite que a caça seja predatória.Oxosse é tradicionalmente associado a lua e por conseqüência , é a noite o melhor momento para a caça.De acordo com as lendas Oxosse, tem sua origem em Ikeja, localidade de Ibewji –Ode. Tendo seu templo em Aboney, no edde Lissa de maou. Tendo como axé um arco e uma flecha de ferro fundido, símbolos estes que estão ligados á caça..As lendas contam ainda que a cor principal de oxosse é o azul celeste. Diz ainda que o primeiro Oxosse foi um caçador chamado Ibó.
O grande caçador livrou seu povo de um monstro usando uma única flecha. Orixá da fartura , da caça
Este orixá é o provedor . Sua habilidade para a caça garante a alimentação dos outros orixás. Assim as pessoas que trabalham para garantir o sustento da família podem contar com a proteção dessa divindade cujos atributos são a fartura e a perseverança, é preciso esperar para saber a hora certa de atirar a flecha . Oxossi também é o deus da agricultura e da natureza. Seus pais são Oxalá e Iemanjá . Esta associado a São Jorge e São Sebastião.
OXOSSE OXO=CAÇADOR ; OSSI = NOTURNO

Dia da semana quinta feira
Cor azul turquesa cor do céu no inicio do dia
Saudação okiarõ bom dia em ioruba
Numero 6
Elemento ar
Domininio matas e caça
Vela azul clara (afasta a tristeza e atrai o dinheiro
Instrumento ofa (ARCO E FLECHA)

Oxosse é filho de oxalá e yemonja, irmão de ogun e exu,Na áfrica é o orixá responsavel pela caça .Tradicionalmente, é associado á lua,por ser a noite o seu melhor momento para caçar. Irmão de Exu e Ogun, é um guerreiro solitário; não lidera ou comanda como ogun, mas luta pela sobrevivência da tribo, pois dele depende seu sustento. Seu símbolo é o arco e a flecha, geralmente de ferro e o erukere rabo de cavalo usado só pelos reis,
Como orixá,sua responsabilidade em relação ao mundo é garantir a vida dos animais, que somente são sacrificados por absoluta necessidade de alimentação.
O culto a esse orixá é bastante difundido no Brasil, mas pouco lembrado na nigéria,m o que se deve ao fato de oxosse ter sido cultuado basicamente na cidade de keto (terra dos panos vermnelhos) onde foi consagrado como rei.No século XIX,devido ao tráfigo negreiro , a cidade foi praticamente destruída pelos saques das tropas do rei Daome. Os filhos consagrados a Oxosse foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba.
É o orixá que cultua o próprio individualismo , tendo determinação para qualquer combate.
A cada ano após a colheita,. O rei de Ijexa saudava a abundancia de alimentos com uma festa, oferecendo á população inhame, milho e coco.O rei comemorava com sua família e seus súditos , só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas comn a desconsideração enviaram á festa um passaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande passaro.Então o rei aborreceu-se , mas mandou-o embora.
Um segundo caçador se apresntou,este com quarenta flechas, o fato se repetiu-se novamente e o rei mandou prende-lo.
Bem próximo dali vivia Oxósse, um jovem que costumava caçar á noite, antes do sol nascer, ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro.Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de oxosse, temendo pela vida do filho, consultou um babalao e os obis mostraram que, se fosse teria uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso. A oferenda consistia em sacrificar uma galinha.Nesse exato momento, Oxosse deveria atirar sua única flecha. E assim fez, acertando o pássaro bem no peito. O rei , agradecido pelo feito, deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de Keto. ‘terra dos pássaros vermelhos”, onde Oxosse governou até a sua morte, tornando-se depois um Orixá.
Senhor das matas, das úmidas florestas Oxosse é o maior entre todos os caçadores, provedor de sua gente e Orixá da fartura e da alimentação.Com Ogum aprendeu a arte da caça e com empenho e destreza tornou-se o ícone da perfeição, o cçador de uma única flecha, que jamais erra o seu alvo
Ode significa caçador , é o titulo de Oxosse por excelência, mas o nome com o qual este orixá ficou conhecido no Brasil revela todo o seu poder numa das mais lindas histórias que a África nos legou.
Quando o reino de Ifé prepearava-se para comemorar a festa dos inhames novos, Ododua, o grande rei, vestiu-se com pompa e ao lado de sua corte foi festejar com o povo.Tudo estava bem até que as Iyamins,proprietárias dos pássaros da noite, mandaram uma ave gigantesca ,de péssimo agouro,para atemorizar a cidade, trazendo trágicas conseqüências para a mesma.O passaro assustador pousou no topo do palácio e a partir de então só desespero,tragédias e confusões ocorreram em ifé .Foi quando chamaram , para destruir , o passaro Oxó Togum, o caçador de 20 flechas, que não conseguiu seu intento.Então chamaram Oxó Togi, o caçador de 40 flechas, e Oxó Todotá., o caçador de 50 flechas, mas ambos fracassaram.Finalmente foi chamado Oxó Tocanxoxô , o caçador de uma única flecha.
Oxo Tocanxoxô era filho único e ao consultar um babalao, sua mãe soube que seu filho estava a um passo da morte ou da riqueza, mas, se ela fizesse uma oferenda, a morte se transformaria em riqueza.Ela foi a uma estrada e ofereceu uma galinha com o peito aberto às Iyamins e repetiu três vezes: “que o peito do passaro receba esta oferenda”, e no momento em que o peito do passaro se abriu recebeu a flecha certeira do caçador. O passaro morreu e o povo feliz, começou a gritar : Oxó ussi, Oxo Ussi, que significa o “guardião do povo”, e dessa expressão derivou-se o nome Oxossi.Garantir a alimentação ao seu povo é o grande atributo deste Orixá, que protege os caçadores e os animais, pois ambos são elementos do mesmo espaço, ou seja , a floresta, e preservar a mata, e conseqüentemente a natureza, é a principal missão de Oxossi.
Oxossi é também rei e senhor de Ketu, Orixá reverenciado em todos os terriros de candomblé que pertencem a esta nação. As festas de Oxossi são momentos de muita fartura e atraem inúmeros adeptos . Oxossi é também um Orixá avesso á morte, pois é expressão da própria vida.Para ele não importa o quanto se viva , desde que se viva intensamente.
Oxossi é uma longa estrada, que termina numa grande mata.Representa a continuidade, o desenvolvimento da natureza.Oxossi é a busca incessante do homem,mas este se perde no tempo, enquanto Oxossi continua na construção da civilização.

ogun


Ogum , o deus guerreiro

Ogum precede aos orixás vindo logo depois de Exu Leba de quem é muito amigo e companheiro, em muitas circunstâncias. Repete de todas as formas mais conhecidas da mitologia Universal. É o arquétipo do guerreiro. É o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza da produção e da expansão. Ele é o senhor dos caminhos, Deus do ferro e da guerra, briga pelo prazer da luta. É sempre fiel aos seus princípios, e é muito mais paixão do que razão. Gosta de vir a frente de todas as lutas. A força dele está tanto na coragem de se lançar a luta, como na objetividade que o domina nestes momentos é implacável apaixonadamente destruidor e vingativo. Esse orixá sempre ataca seus inimigos pela frente de peito aberto, como um verdadeiro e clássico guerreiro. Fora da guerra, o mesmo representa o Orixá da alegria, da divisão, da delicia de viver, especialmente em contato com os amigos
Guerreiro imbatível ele é um pai protetor e sábio conselheiro de seus filhos.
Senhor da guerra . Ogum é o desbravador de todos os caminhos . Nos mitos africanos. Foi ele quem criou o ferro e a metalurgia, abrindo novas perspectivas para o avanço da civilização. É valente e impetuoso, permanecendo junto de seus filhos em todas as lutas . Protege os agricultores , os soldados, os artesãos e todos que lidam com ferro ou aço. Filho de Oxalá e Yemonja está associado a Santo Antonio e a são Jorge.
OGUN - GUN = GUERRA

Dia da semana terça feira
Cor azul escuro ( cor do metal quando aquecido na forja)
Saudação Ogunhe ( ola ogun)
Numero 4
Elemento metais ferro
Domínio todas a s ligações que se estabelecem em diferentes lugares a estrada de ferro
Vela azul escura (atrai tudo o que é limpo verdadeiro , prospero)
Instrumento espada de ferro

Divindade masculina iorubana, filho mais velho de odudua, o fundador da cidade de ifé, considerada a capital religiosa dos iorubanos. Ogum é o orixá da guerra , deus do ferro, divindade que usa a espada e forja o ferro,transformando-o em instrumento de luta.É o patrono da forla produtiva que trabalha a natureza ; é portanto, o protetor dos militares e combatentes em geral.
Irmão mais velho de exu, ele teria muita coisa em comum com este,além de um caráter instável e arrebatador. Ogum também tem ascendência sobre os caminhos.
Os lugares consagrados a ogum ficam ao ar livre,na entrada das casas e terreiros. Geralmente são pedras em forma de bigorna janto as arvores. Ogum é representado também por franjas de palmeira ou dendezeiro desfiadas chamadas de mariwo que pendurados nas portas ou janelas representam
Proteção cortando as más influencias e protegendo contra pessoas indesejáveis.
O culto a Ogum é bastante difundido tanto no Brasil como na Nigéria.Sem sua permissão e proteção , nenhuma atividade útil tanto no espaço urbano como no campo,poderia ser aproveitada. Deve ser invocado logo após exu ser despachado, abrindo caminhos para os outros orixás. Como na áfrica, ele é representado por sete instrumentos de ferro pendurados em uma haste de metal.
Ogum era o filho ´predileto de orumila essa preferência devia-se a sua abnegação ,pois quando estava construindo o mundo, esparramando a terra com sua espada de cristalpara formar os continentes, a mesma partiu-se ; mas ele não desanimou e voltou para continuar o trabalho com sua espada de ferro .
A primeira cidade que Ogum construiu foi Ire, deixando seu filho na chefia do governo, em seguida partiu para fundar outras cidades. Muito tempo depois ele retornou mas teve a impressão de que ninguém o reconheceu e ficou colérico..naquele dia , por fatal coincidência , acontecia uma cerimônia onde não era permitido falar, o que teria causado a Ogum a impressão de que o estavam desprezando.Uma outra lenda afirma que ele não teria reconhecido a cidade em que fundara,tratando a população como inimiga.
Enfurecido, Ogum foi dizimando a todos.Mais tarde quando seu filho pode falar com ele então percebeu o erro,mas já era tarde demais. O guerreiro ficou tão arrempendido que preferiu morrer.
Assim ele baixou sua espada em direção ao chão e , da mesma maneira que a utilizara para destruir seus inimigos com um gesto violento abriu um grande buraco no chão e afundou terra adentro. Esta emoção somada a força do guerreiro, transformou Ogum num orixá.
Entre os orixás da floresta . ogum é o pioneiro: o primeiro e maio entre todos os caçadores, o orixá que abriu as picadas na mata e conduziu a humanidade á civilização e ao progresso.Contudo , ao descobrir os prazeres da guerra e da conquista, ogum percebeu sua grande vocação e utilizou sua arte , a de ferreiro, ´para produzir as armas que garantiriam a vida e o sustento dos seres humanos..Com suas habilidades de ferreiro,ogum não criou apenas espadas e lanças, fez também arados,enxadas, pás e outros instrumentos indispensáveis para o plantio.Portanto, a grande guerra de ogum é pela sobreviv~encia e suas armas não visam á destruição, pelo contrario, são utensílios que constroem, seja as leiras dos campos cultiváveis, auxiliando nas plantações, seja o progresso, representado pelas estradas e pela tecnologia.
Ogum é o orixá do avanço , da vanguarda. O guerreiro obstinado que jamais desiste de uma batalha sem antes atingir seus objetivos. Ogum é o orixá que insiste onde todos já desistiram, por isso seu nome tornou-se sinônimo de guerra e vitória.Na áfrica , ogum reinou na cidade de ire, e expandiu seu território por diversas cidades vizinhas.Ogum chegou a ser regente de Ifé quando Ododua, seu pai, esteve impossibilitado.Não existe na África negra cidade que não se curve diante de ogum, seja por seu poderio militar, seja por sua benevolência e senso de justiça – que nunca permitiu que seu povo sucumbisse á fome. Ogum é o orixá mais cultuado e mais amado em toda a África.Nas terras de Ire, ogum era o senhor absoluto.Em sua honra, em determinadas ocasiões, os moradores faziam voto de silencio, não diziam nenhuma palavra e jejuavam o dia todo. E foi em um desses dias que Ogum chegou em sua aldeia. Ninguém atendeu os seus pedidos nem respondeu as suas perguntas. Ele se irritou e passou a quebrar tudo que achou pela frente, e logo reverteu sua ira osbre as pessoas. Muitas cabeças rolaram até que seu filho trouxe suas oferendas preferidas e explicou que em sua honra nenhum habitante da cidade deveria falar naquele dia.Então, ogum lamentou sua violência desenfreada e declarou que já havia vivido o bastante . Baixou a ponta de sua espada ao chão e desapareceu no interior da terra entre ruídos ensurdecedores, e disse algumas palavras que , repetidas no decorrer de um a batalha, o trazem de volta em
Socorro de quem o evocou, mas se não encontrar o inimigo é contra o imprudente que se voltaráUm de seus oriquis pode ser proferido para atarir a sua força e dar coragem para enfrentar qualquer batalha, principalmente as batalhas do dia a dia.Em todos os cantos da áfrica negra, ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com sua bravura .Matou muita gente mas matou também a fome de muitas pessoas por isso, antes de ser temido , ogum é amado

exu


EXU

Filho primogênito de Oxalá e Yemonja , o irreverente Exu é o mensageiro dos deuses . Simboliza a energia dinâmica , associada á sexualidade e a multiplicação. Conta-se que certa vez, Exu devorou tudo o que havia no mundo, mas depois devolveu multiplicado. Por isso. Ele é o primeiro orixá a receber oferendas ele leva tudo ao reino dos orixás e depois devolve multiplicado para a humanidade, em forma de axé que é a energia vital.
Presente na mitologia Grega com priapo. Ele não é o pecado e sim a liberdade.
EXU = ESFERA
Dia da semana segunda feira
Cores vermelho (ativo) e preto ( absorção de conhecimento)
Saudação laroie salve exu
Numero 1
Elemento fogo
Domínio encruzilhada
Velas preta (conhecimento) e vermelha (coragem)
Instumento tridente


Exu, com sua natureza andrógina é o primeiro a ser citado, servindo como intermediário entre todos os orixás e os seres humanos.E o principio dinâmico que possibilita a existência . responsável pelo destino de cada um.De acordo com o mito,cada pessoa antes de nascer escolhe seu destino,determinando as características individuais de sua personalidade.
Exu é o regulador do cosmos, o deus da ordem. È o recadeiro das divindades so para fins úteis , passando a ser brincalhão quando a pergunta é fútil.Tem forte ligação com o fogo, mostrando seu lado ativo,de crescimento. Exu não é o escravo do orixá nem pode ser sincretizado com o diabo, como muitos brasileiros, baseados na tradição católica, acreditam ser.
Seu símbolo não é o tridente associado ao diabo, mas sete ferros voltados para cima representando os sete caminhos do homem, os sete chacras ( pontos de captação, distribuição e armazenamento de energia) as sete cores, as sete auras. È o mais humano dos orixás , sendo uma divindade de fácil relacionamento.
Não é dele a responsabilidade de decidir o que é certo ou errado: apenas realiza a tarefa para a qual foi invocado Teria o mesmo papel que o deus mercúrio na mitologia grega, o mensageiro dos deuses olímpicos encarregado de todos os seus negócios , até mesmo os desonestos.sua função de contato entre o babalao e os demais orixás faz com que supere o real e atinja o supra-real, o mágico.São os orixás que respondem no jogo de búzios, mas é exu que traduz as respostas .
No jogo de búzios, os olhadores representam os filhos de Exu, independentemente de seus orixas de cabeça, pois são os recadeiros entre os orixás e os seres humanos. Altamente comunicativos, tem grande capacidade de ouvir os outros e compreender seus problemas.
Orumila tinha tres filhos. Ogum, Xangô e Exu. Este último
Era muito briguento, vivia lutando.Ele era diferente porque não era filho de Iemanjá, deusa do mar, mas de Oxum, deusa do oráculo e da adivinhação.
Um dia Exu disse á mãe que estava com fome e queria comer o animal domestico, ela consentiu, mas a fome não passou.Exu comia tudo o que via pela frente; árvores, pastos, animais; chegou até mesmo a comer o mar.Quando estava para comer o céu,Orumila mandou que matasse o irmão, assim foi feito e a paz voltou a reinar temporariamente.
Depois disso,o pouco que sobrou dos rebanhos foi dizimado pelas pestes, as colheitas não produziam frutos e os homens caíam doentes.Um sacerdote de Ifá consultou o opele ifá e este respondeu que Exu estava com ciúmes e queria mais atenção, mesmo em forma de espírito.Desse dia em diante, nemhuma oferenda foi possível sem que Exu fosse servido em primeiro lugar.
Exu é o mais astuto dos orixás. Ele adora provocar mal – entendidos e discussões: aprecia muitíssimo as oferendas que são consagradas a ele, caso nada lhe seja oferecido, seu espírito brincalhão não demorará a criar encrencas.
Certa vez diz a lenda, dois camponeses amigos esqueceram de fazer suas oferendas na segund-feira.Eles eram vizinhos, sendo suas terras separadas por uma grande porteira.Exu colocou sobre a cabeça um chapéu pontudo de duas cores, de um lado vermelho e do outro branco,e foi passear nas fazendas, andando por cima da cerca.Cumprimentou o trabalhador da esquerda e depois o da direita.
Assim que Exu foi embora,os dois comentaram sobre o chapéu , que era grande e pontudo chamando a atenção ; houve muita confusão porque um achava que era branco e o outro firmava que era vermelho.Os dois tinham razão em defender seu ponto de vista e , irritados, atracaram-se até a morte. Exu apareceu, dando uma enorme gargalhada. Ele havia se vingado dos doisApesar de lenda mostrar este lado perverso de Exu, ele pode ser o mais benevolente dos orixás se tratado com respeito e consideração pelos humanos

onilé


Onilé é uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona à apropriação da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a caça e a pesca e a própria fertilidade. Com as transformações da sociedade iorubá numa sociedade patriarcal ou patrilinear, que implicou a constituição de linhagens e clãs familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oiá e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de domínio das mulheres).
Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma redivisão de trabalho entre os orixás. As divindades femininas antigas tiveram então seu culto reorganizado em torno de entidades femininas genéricas, as Iá-Mi-Oxorongá, consideradas bruxas maléficas pelo fato de representarem sempre um perigo para o poderio masculino, e vários orixás tiveram dividido entre si as atribuições de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaê e para Ogum, o solo para orixá-Ocô e Ogum, a vegetação e a caça para os Odés e Ossaim e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou às divindades femininas, já que é a mulher que pári, que reproduz e dá continuidade à vida. Constituiriam-se elas então em orixás dos rios, representando a própria água, que fertiliza a terra e permite a vida: são as aiabás Iemanjá, Oxum, Obá, Oiá, Euá e outras e também Nanã, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertilização da terra pela água.
Onilé teve seu culto preservado na África, mas perdendo muitas das antigas atribuições. Hoje ela representa nossa ligação elemental com o planeta em que vivemos, nossa origem primal. É a base de sustenção da vida, é o nosso mundo material. Embora sua importância seja crucial do ponto de vista da concepção religiosa de universo, os devotos a ela pouco recorrem, pois seu culto não trata de aspectos particulares do mundo e da vida cotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos orixás que cuidam desses aspectos específicos. No Brasil, como aconteceu com outros orixás, seu culto quase desapareceu. Certamente um fator que contribuiu para o esquecimento de Onilé no Brasil é o fato de que este orixá não se manifesta através do transe ritual, não incorpora, não dança. Outros orixás importantes na África e que também não se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerado neste País que, por influência do kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmilá, Odudua, Orixá-Ocô, Ajalá, além da Iá-Mi-Oxorongá. É interessante lembrar que o culto de Ossaim sofreu no Brasil grande mudança, passando o orixá das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da árvore Iroco também se preservou entre nós, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que não teve Apaocá.
Na Nigéria mantém-se viva a idéia de que Onilé é a base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onilé. Nessas ocasiões, é ainda costume pôr na boca alguns grãos de terra, às vezes dissolvida na água que se bebe para celar a jura, para lembrar que tudo começa com Onilé, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte.
Um mito que já tive o prazer de contar em outras ocasiões ensina qual é a atribuição principal de Onilé, como ela está associada ao chão que pisamos e sobre o qual vivemos nós e todos os seres vivos que formam o nosso habitat, nosso mundo material